Sardinha (Platanichthys platana)


Foto de Franco Teixeira de Mello (c) — Universidad de la Republica Uruguay

Nome Científico: Platanichthys platana (Regan, 1917)

Ordem: Clupeiformes — Família: Dorosomatidae

Nome popular: Sardinha do Prata — Inglês: River Plate sprat

Distribuição: América do Sul, região sudeste do Brasil até Argentina

Etimologia: Platanichthys deriva da combinação de termos gregos e geográficos: Platan refere-se ao Rio da Prata (Plata), enquanto ichthys do grego, peixe. O epíteto específico platana reforça a origem no Rio da Prata. Em tradução livre significa Sardinha do Rio da Prata.

Status de Conservação (IUCN Red List): Pouco preocupante (2026)

Sinônimos: Lile platana, Stolephorus otidus, Spratella pallida


Descrição

Também conhecido como Espada do rio da Prata, é uma espécie pequena de peixe pertencente à mesma ordem dos Arenques e Clupeidae. É encontrado em águas continentais e salobra.

  • Tamanho Adulto: 10 cm (comum 6 cm)
  • Expectativa de Vida: Desconhecido.

Distribuição e Habitat

Distribuído desde o norte do Rio de Janeiro (Brasil) até o Uruguai e Argentina.

Países: Argentina, Brasil e Uruguai. No Brasil é encontrado nos estados do Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul , Santa Catarina e São Paulo.

Habitat: Ocorre em uma gama de profundidade pelágica, tanto em água doce como água salobra, em lagoas, estuários e parte inferior dos rios.

  • pH: 6.0 a 8.0
  • Dureza: –
  • Temperatura: 22°C a 28°C

Criação em Aquário

Aquário de pelo menos 100 litros com comprimento mínimo de 80 cm e 40 cm de largura desejável.

Sua criação em aquário é desconhecida.

Comportamento e Compatibilidade: Em seu ambiente natural apresenta comportamento gregário com fortes disputas entre os espécimes machos durante época de reprodução. Em aquário seu comportamento é desconhecido.

  • Área de Natação: —
  • Quantidade mínima: Grupo
  • Nível de dificuldade: —

Alimentação

Onívoro. A análise do conteúdo estomacal de P. platana capturada entre julho de 1991 e julho de 1993 revelou a presença de algas filamentosas, detritos, ovos de invertebrados bentônicos, larvas de quironomídeos e bivalves como principais fontes de alimento na lagoa de Imboassica. Cladóceras de pequeno porte, copépodos e larvas de camarão foram os itens predominantes na lagoa de Cabiúnas.

Variações sazonais dos alimentos foram observadas para os peixes da lagoa Imboassica. As diferenças de dietas foram destacadas dentro de espécimes de comprimento padrão menor que 40 mm na lagoa Imboassica, e foram relacionadas ao aumento da influência marinha devido a aberturas artificiais de barreira de areia. (Fonte: Dieta do peixe clupeídeo Platanichthys platana (Regan, 1917) em duas lagoas costeiras brasileiras, Departamento de Hidrobiologia; UFSCar; São Carlos – SP – Brasil )


Reprodução

Ovíparo. Nenhuma reprodução relatada em aquário. Em seu ambiente natural é um dispersor livre e não ocorre cuidado parental.

  • Maturidade Sexual: Desconhecido
  • Cuidado Parental: Não ocorre

Dimorfismo Sexual: Desconhecido.


Referências

  • Becker, F.G., K.M. Grosser, P.C.C. Milani and A.S. Braun, 2006. Peixes. In F.G. Becker, L.A. Moura and R.A. Ramos (eds.). Biodiversidade. Regiões da lagoa do Casamento e dos Butiozais de Tapes, Planície costeira do Rio Grande do Sul, Brasília. 262-275 p.
  • Menezes, N.A., P.A. Buckup, J.L. Figueiredo and R.L. Moura, 2003. Catálogo das espécies de peixes marinhos do Brasil. São Paulo. Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, 160 pp.
  • Whitehead, P.J.P., 1985. FAO Species Catalogue. Vol. 7. Clupeoid fishes of the world (suborder Clupeioidei). An annotated and illustrated catalogue of the herrings, sardines, pilchards, sprats, shads, anchovies and wolf-herrings. FAO Fish. Synop. 125(7/1):1-303. Rome: FAO.
  • Aguiaro, T., C.W.C. Branco, J.R. Verani and E.P. Caramaschi, 2003. Diet of the clupeid fish Platanichthys platana (Regan, 1917) in two different Brazilian coastal lagoons. Braz. Archives Biol.Technol. 46(2):215-222.
  • Lopes, Carolina Antonieta – Dinâmica reprodutiva e das larvas de Platanichthys platana (Regan, 1917) e Lycengraulis grossidens (Spix & Agassiz, 1829) em uma lagoa costeira subtropical

Publicado em Março/2026

EdsonRechi

Aquarista há mais de duas décadas e fanático por organismos aquáticos, fundador do grupo Aquarismo Paulista. Hoje se dedica ao projeto Cardume Online, no qual pretende transformar em referência sobre peixes de águas continentais em língua portuguesa.

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