Sarapó Tamanduá (Orthosternarchus tamandua)

Nome Científico: Orthosternarchus tamandua (Boulenger, 1898)
Ordem: Gymnotiformes — Família: Apteronotidae
Nome popular: Sarapó Tamanduá — Inglês: Tamandua Knife Fish
Distribuição: América do Sul, bacia do rio Amazonas
Etimologia: A etimologia combina raízes gregas e tupi. Orthosternarchus deriva de orthos (reto), sternon (peito) e archos (ânus), descrevendo o focinho reto e a posição da abertura urogenital. Tamandua vem do tupi, significando “tamanduá”, em alusão ao seu longo focinho tubular similar ao do mamífero.
Status de Conservação (IUCN Red List): Pouco Preocupante (2026)
Sinônimos: Sternarchus tamandua
Descrição
É uma espécie de comportamento tímido e de hábito noturno, bastante raro de ser encontrado em seu ambiente natural. Vivem em águas profundas e possuem visão bastante limitada.
Têm capacidade para nadar em pé e pode lançar descargas elétricas para eletro localização, comunicação, caçar e atordoar a presa ou se defender, onde a visibilidade da água costuma ser bastante reduzida.
A descarga do órgão elétrico (DOE) possui frequência entre 452 e 605 Hz e apresenta uma frequência muito menor do que a maioria dos outros apteronotídeos, aproximando-se das frequências dos peixes-faca da família Sternopigidae.
Os olhos desta espécie são assimétricos e quando vistos de cima um olho está mais adiante do que o outro. Possuem apenas 3 nadadeiras (as peitorais e a anal alongada, que lhe garante a propulsão).
Embora seja um parente próximo do Poraquê (Electrophorus electricus), seu campo elétrico não representa perigo como este último.
- Tamanho Adulto: 44 cm
- Expectativa de Vida: 8 anos +
Distribuição e Habitat
É uma espécie relativamente rara encontrada na bacia do rio Amazonas, sendo mais abundante no Rio Negro e no Rio Purus. Alguns espécimes são conhecidos da confluência do Rio Solimões e do Rio Negro, e do Lago Prato, em Anavilhanas .
Países: Endêmico do Brasil, ocorrendo os estados do Amazonas e Rondônia.
Habitat: Habita rios de águas brancas e negras , geralmente ocorrendo em profundidades de 6 a 10 m e ocasionalmente em profundidades menores ou maiores, mas nunca além de 20 metros.
- pH: 6.0 a 7.0
- Dureza: 4 a 12
- Temperatura: 24°C a 28°C

Criação em Aquário
Aquário de pelo menos 300 litros com comprimento mínimo de 150 cm e 50 cm de largura desejável.
O aquário deverá ter substrato preferencialmente arenoso com áreas mal iluminadas servindo de refúgio ou tocas formadas para este propósito, uma vez que se trata de uma espécie de hábitos noturnos e passará a maior parte do tempo escondido. Preferem águas bem oxigenadas.
Comportamento e Compatibilidade: Seu comportamento é desconhecido, uma vez que existem poucos relatos de sua criação em aquário. Supõe-se que assim como outras espécies desta família, são peixes que podem se tornar territorialista quando adaptados no aquário e não hesitarão atacar outros peixes que invadirem seu território. Deve-se mantê-los com peixes de mesmo porte e pacífico.
Caçador noturno se alimentará de qualquer peixe de menor porte e pode ser intolerante com outros da mesma espécie.
- Área de Natação: Fundo / Meio
- Quantidade mínima: Sozinho
- Nível de dificuldade: Médio
Alimentação
Onívoro, em seu ambiente natural alimenta-se de pequenos crustáceos, vermes, insetos e pequenos peixes. Em cativeiro aceitarão somente alimentos vivos, mas podem ser treinados para comer alimentos secos e alternativos como camarões e filé de peixes.
Importante frisar que esta espécie possui a boca bem pequena, sendo assim, alimentos de pequeno porte deve ser ministrado.
Reprodução
Sua reprodução é desconhecida.
- Maturidade Sexual: –
- Cuidado Parental: –
Dimorfismo Sexual: não apresenta dimorfismo sexual evidente.

Referências
- Mago-Leccia, F., 1994. Electric fishes of the continental waters of America. Fundacion para el Desarrollo de las Ciencias Fisicas, Matematicas y Naturales (FUDECI), Biblioteca de la Academia de Ciencias Fisicas. Matematicas y Naturales, Caracas, Venezuela.
- Albert, J.S., 2003. Apteronotidae (Ghost knifefishes). p. 497-502. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
Publicado em Março/2026