Peixe Lucio (Esox lucius)

Nome Científico: Esox lucius (Linnaeus, 1758)
Ordem: Esociformes — Família: Esocidae
Nome popular: Peixe Lucio — Inglês: Northern pike
Distribuição: América do Norte e Europa
Etimologia: Esox deriva do grego isox, referindo-se a um tipo de peixe (frequentemente associado ao salmão). Lucius vem do latim, significando “lúcio” ou “peixe luz”, relacionado a lux (brilho), possivelmente em alusão ao corpo alongado e esverdeado da espécie.
Status de Conservação (IUCN Red List): Pouco Preocupante (2026)
Sinônimos: Esox lucius bergi, Esox lucius atrox, Esox reichertii baicalensis, Esox boreus, Esox lucioides, Esox lucius variegatus, Esox estor, Luccius vorax e Lucius lucius.
Descrição
Sua coloração mais comum é verde azeitona, sombreado de amarelo a branco ao longo de sua barriga. Seus flancos possuem manchas curtas e leves e por vezes manchas escuras em suas nadadeiras. Possui grandes poros sensoriais na cabeça e na parte inferior da mandíbula inferior que fazem parte do sistema da linha lateral.
Ao contrário do Esox masquinongy, que possui aparência semelhante e estreitamente relacionado, o Lucio apresenta marcas leves em um fundo escuro do corpo e menos de seis poros sensoriais na parte inferior de cada lado do maxilar inferior.
As fezes deste peixe são evitadas por outros peixes porque contêm feromônios de alarme. Depura fezes em locais específicos, normalmente distantes da área de caça.
Este peixe pode estar fortemente infestado de parasitas, incluindo a tênia, que se não for morta por cozimento completo, pode infectar humanos; é usado como um hospedeiro intermediário por um parasita cestoide que resulta em grandes perdas nas capturas utilizáveis do peixe branco do lago (Coregonus clupeaformis) em algumas áreas; também sofre de um Trematoda que causa cistos antiestéticos na pele.
Existem híbridos de Esox masquinongy e E. lucius. Machos híbridos são inférteis, enquanto as fêmeas podem se reproduzir. Existe uma variedade conhecida como Lucio prata (silver pike) que não possui manchas em seus flancos e apresenta coloração prateada ou esbranquiçada.
Existe uma relação inversa em relação a densidade da vegetação e o tamanho dos espécimes. Espécimes menores vivem em meio a densa vegetação, diminuindo a possibilidade de serem predados, enquanto os maiores não possuem esta preocupação e preferem viver em meio a estrutura de raízes submersas ou áreas com pouca vegetação.
Embora seja considerado um peixe com muitos espinhos, sua carne é apreciada em alguns países europeus. Amplamente difundido na pesca esportiva.
- Tamanho Adulto: 150 cm (comum: 50 a 60 cm)
- Expectativa de Vida: 20 a 30 anos
Distribuição e Habitat
Distribuído na América do Norte nas bacias do Atlântico, Ártico, Pacífico, Grandes Lagos e do rio Mississippi, Labrador ao Alasca e do sul a Pensilvânia, Missouri e Nebraska. Amplamente introduzido e distribuído em praticamente toda a Europa. Vários países relatam impacto ecológico adverso após a introdução.
Países: Praticamente Global
Habitat: Ocorrem em ambiente lêntico e lugares rasos em meio a vegetação, bem como águas geladas, claras e rochosas. Raramente é encontrado em água salobra, com exceção na área do Mar Báltico.
- pH: 6.0 a 8.0
- Dureza: –
- Temperatura: 10°C a 28°C

Criação em Aquário
Sua criação em aquário é desconhecido, exceto aquários públicos. Por se tratar de uma espécie de grande porte, enérgico e predador, o aquário deverá ter dimensões grandes para comportar.
Comportamento e Compatibilidade: São predadores típicos de emboscada. Eles usam uma forma de caça conhecido como sentar e esperar. Ao invés de perseguir ativamente suas presas, permanece inativo até que ela passe próximo. Esperam por presas, mantendo-se perfeitamente parado por longos períodos, e então atacam numa velocidade incrível.
É uma espécie relativamente agressiva, especialmente no que diz respeito à alimentação. A agressão também surge de uma necessidade de espaço. Espécimes sub-adultos costumam ter seus alimentos roubados por espécimes maiores.
Quando as fontes de alimento são escassas, o canibalismo se desenvolve rapidamente. Os jovens da espécie sofrem uma taxa de mortalidade bastante alta devido ao canibalismo.
- Área de Natação: Fundo / Meio / Superfície
- Quantidade mínima: Grupo
- Nível de dificuldade: —
Alimentação
Onívoro. Os adultos se alimentam principalmente de peixes, podendo se alimentar também de sapos e lagostins. Os juvenis se alimentam de invertebrados em geral e vertebrados terrestres.
O canibalismo é bastante comum. Em vários corpos d´água onde somente a espécie pode ser encontrada, é comum ocorrer o canibalismo entre eles, mesmo entre espécimes adultos ou juvenis.
Reprodução
Ovíparo. Migram para costa ou áreas pantanosas para se reproduzirem. A fêmea normalmente é cortejada por dois machos de porte menor, nadando em áreas rasas sobre a vegetação e liberando os ovos. No mesmo instante os machos liberam o esperma. Esta ação ocorre em intervalos irregulares e normalmente durante o dia.
Os ovos são depositados em áreas inundadas e em vegetação submersa durante um período de 2-5 dias. Apenas 5 a 60 ovos são lançados por vez. Este ato é repetido a cada poucos minutos por várias horas. O peixe descansa por algum tempo antes de retomar.
Pais cuidam da progênie por cerca de seis semanas, podendo se estender por até quatorze semanas.
- Maturidade Sexual: —
- Cuidado Parental: Ocorre
Dimorfismo Sexual: Pouco evidente. Fêmeas são maiores e possuem a região ventral mais dilatada e arredondada.

Referências
- Crossman, E.J., 1996. Taxonomy and distribution. p. 1-11. In J.F. Craig (ed.) Pike biology and exploration. Chapman and Hall, London.
- Albert, J.S., R. Froese, R. Bauchot and H. Ito, 1999. Diversity of brain size in fishes: preliminary analysis of a database including 1174 species in 45 orders. p. 647-656. In B. Seret and J.-Y. Sire (eds.) Proceedings of the 5th Indo-Pacific Fish Conference, Noumea, New Caledonia, 3-8 November 1997. Societe Française d’Ichtyologie, Paris, France.
- Avian, M., M. Specchi, S. Vanzo, P. Antonel and E. Pizzul, 1998. Biology of pike, Esox lucius(Esocidae), in the lower plain of Friuli-Venezia Giulia (north-eastern Italy). Ital. J. Zool.
- Billard, R., 1996. Reproduction of pike: gametogenesis, gamete biology and early development. p. 13-43. In J.F. Craig (ed.) Pike: Biology and exploitation. Chapman & Hall, London.
Publicado em Março/2026