Goby Pavão (Tateurndina ocellicauda)

Nome Científico: Tateurndina ocellicauda (Nichols, 1955)
Ordem: Gobiiformes — Família: Eleotridae
Nome popular: Goby Pavão — Inglês: Peacock gudgeon
Distribuição: Oceania, leste da Papua Nova Guiné.
Etimologia: Tateurndina, homenageia os irmãos George Henry Hamilton Tate (botânico e mamalogista) e Geoffrey M. Tate, gerente de negócios e coletor de expedições. O nome é uma combinação baseada no sobrenome “Tate”.
Ocellicauda vem do latim, uma junção de ocelli (pequeno olho ou mancha em forma de olho) e cauda (cauda/rabo). Refere-se à mancha escura em forma de “olho” (ocelo) localizado no pedúnculo caudal do peixe.
Status de Conservação (IUCN Red List): Vulnerável (Consultado em Março/2026)
Sinônimos: –
Descrição
Um dos peixes de água doce mais bonito com variedades de cores chamativas, daí seu nome comum “Pavão”. É uma espécie da família Eleotridae, membros desta família são popularmente conhecidos como Gudgeon.
Embora citado como um tipo de Goby, este pequeno peixe não é um Goby verdadeiro. Não apresentam nadadeiras peitorais fundidas como os verdadeiros Gobys.
- Tamanho Adulto: 7.5 cm (comum 5 cm)
- Expectativa de Vida: 3 anos +
Distribuição e Habitat
Endêmico de Papua Nova Guiné. Ocorre ao leste da ilha.
Países: Vide acima.
Habitat: Habita rios e lagoas. Forma cardumes que pairam sobre o fundo. Comumente encontrado em riachos de florestas tropicais.
- pH: 6.6 a 7.6
- Dureza: 5 a 10
- Temperatura: 22°C a 28°C

Criação em Aquário
Aquário de pelo menos 40 litros com comprimento mínimo de 60 cm e 30 cm de largura desejável.
A decoração do aquário deverá conter bastante plantas e refúgios para se esconderem. São ideais para ser criado em aquário plantado com água macia e pH levemente ácido com pouco fluxo na água.
Em aquário com pouca ou nenhuma decoração se mostram bastante tímidos. Deve-se tampar bem o aquário, são excelente saltadores. Ironicamente, quanto mais esconderijos disponíveis, maior a atividade da espécie.
Comportamento e Compatibilidade: Seu comportamento é pacífico, embora um pouco territorialista com membros da mesma espécie ou ciclídeos anões de coloração semelhante.
Pode ser criado em aquário comunitário com peixes pequenos e pacíficos.
- Área de Natação: Fundo
- Quantidade mínima: Casal ou Grupo
- Nível de dificuldade: Médio
Alimentação
Onívoro. Em seu ambiente natural exibe alimentação por sucção, predando insetos, larvas de insetos e pequenos crustáceos.
Em aquário aceitará prontamente alimentos secos e vivos. Suas cores ficam mais chamativas quando fornecido alimentos vivos como bloodworm , daphnia , artêmias, etc.
Reprodução
Ovíparo. Após ritual de acasalamento a fêmea irá depositar ovos adesivos em alguma superfície, normalmente em fendas rochosas (cavernas) e o macho irá fertilizá-los em seguida.
Os ovos eclodem em até dois dias e receberão a proteção do pai. Permanecem no saco vitelínico por cerca de quatro dias, quando estarão nadando livremente. O cuidado parental diminui pelos próximos dias.
- Maturidade Sexual: Próximo de 10 meses +
- Cuidado Parental: Ocorre
Dimorfismo Sexual: O dimorfismo sexual é evidente. Machos são maiores e mais coloridos do que as fêmeas, além de cabeça arredondada com uma leve protuberância. Fêmeas são menores e sua cabeça ligeiramente mais aerodinâmica. Em época de reprodução apresenta coloração amarela em seu abdômen.
Em fase juvenil podem ser distinguidos pela nadadeira dorsal. Fêmeas apresentam uma mancha escura ao longo de toda borda externa da nadadeira, enquanto na maioria dos machos esta característica está ausente.

Referências
- Allen, G.R., 1991. Field guide to the freshwater fishes of New Guinea. Publication, no. 9. 268 p. Christensen Research Institute, Madang, Papua New Guinea.
- Baensch, H.A. and R. Riehl, 1985. Aquarien atlas. Band 2. Mergus, Verlag für Natur-und Heimtierkunde GmbH, Melle, Germany.
- Beolens, B., M. Grayson and M. Watkins, 2023. Eponym dictionary of Fishes. Dunbeath, Caithness (Scotland, UK): Whittles Publishing Limited
Publicado em Março/2026