Galaxias Anã (Galaxiella pusilla)


Macho adulto oriundo de Tuerong Creek, Victoria. Foto cedida por Rudie H. Kuiter / Aquatic Photographics. (c)

Nome Científico: Galaxiella pusilla (Mack, 1936)

Ordem: Galaxiiformes — Família: Galaxiidae

Nome popular: Galaxias Anã — Inglês: Eastern dwarf galaxias

Distribuição: Oceania

Etimologia: Deriva do grego galaxias (γαλαξίας), que se refere a um “tipo de peixe”, muitas vezes associado também à cor leitosa ou a manchas que lembram a Via Láctea. Pusilla; do latim pusillus, que significa minúsculo, pequeno ou anão.

Status de Conservação (IUCN Red List): Ameaçado de extinção (2026)

Sinônimos: Galaxias pusillus, Brachygalaxias pusillus tasmaniensis


Descrição

Espécie com vida curta, atingindo a maturidade no primeiro ano de vida e perecendo logo após a reprodução. Considerado uma espécie anual.

De respiração aérea facultativa, em locais onde a água é temporária ou parcialmente seca, acredita-se que esta espécie entra em algum tipo de estivação, e só consegue fazê-lo quando o habitat também é povoado por lagostins do gênero Geocharax, cujas tocas são utilizadas pelos peixes em condições de seca.

São capazes de viajar por terra entre diferentes zonas húmidas se a água tiver pelo menos 2 cm de profundidade, ligando os charcos.

Por ser uma espécie de vida curta e provavelmente possui baixa capacidade de dispersão, sendo, portanto, extremamente vulnerável a extinções locais. A redução das cheias e a perda de ligações entre habitats diminuem consideravelmente a capacidade do peixe de recolonizar novos habitats.

A competição de espécies invasoras, como o peixe-mosquito oriental (Gambusia holbrooki), que se alimenta de ovos e alevinos e demonstra agressividade territorial por meio de mordidas nas nadadeiras, e a predação por perca-vermelha (Perca fluviatilis) e truta-marrom (Salmo trutta) podem impactar em sua existência. O lagostim comum (Cherax destructor) também é reconhecido como um problema, pois destrói a vegetação aquática e aumenta a turbidez da água, tendo sido identificado como uma espécie nociva na Tasmânia devido à sua capacidade de reduzir a qualidade do habitat para espécies nativas.

Acredita-se que a espécie tenha sido extinta em diversas localidades nas últimas décadas.

  • Tamanho Adulto: 4.8 cm (comum: 3 cm)
  • Expectativa de Vida: 1 ano

Distribuição e Habitat

Endêmico da Austrália. Encontrado em rios costeiros de Vitória de rio Mitchell até Monte Gambier. No sul da Austrália até o nordeste da Tasmânia, incluindo Ilha Flinders no estreito de Bass.

Países: Austrália

Habitat: Frequentemente encontrado entre a vegetação ao longo da borda de águas paradas ou lentas, como pântanos, valas e remansos de riachos. Os adultos vivem em habitats efêmeros e permanentes.

  • pH: 6.0 a 8.0
  • Dureza: 1 a 20
  • Temperatura: 10°C a 30°C
Casal adulto oriundo de Tuerong Creek, Victoria. Macho na parte inferior. Foto cedida por Rudie H. Kuiter / Aquatic Photographics. (c)

Criação em Aquário

Aquário de pelo menos 40 litros com comprimento mínimo de 40 cm e 30 cm de largura desejável.

Sua manutenção em aquário é desconhecida, porém trata-se de uma espécie que tolera uma grande gama de parâmetros de água. Um aquário com bastante plantas altas e substrato de areia simularia seu habitat.

Comportamento e Compatibilidade: Aparentemente são pacíficos, se limitando a defender seu território em época de reprodução.

  • Área de Natação: –
  • Quantidade mínima: Grupo
  • Nível de dificuldade: –

Alimentação

Onívoro. Em seu ambiente natural se alimentam de pequenos invertebrados e algas filamentosas.


Reprodução

Ovíparo. Possivelmente uma espécie anual. Desova entre Agosto a Outubro. As fêmeas depositam alguns ovos por dia em meio a folhas. A fêmea pode ser acompanhada por até três machos, que passam sobre os ovos para fertilizá-los, antes de partirem em busca de outras fêmeas em desova.

Eclodem entre duas a três semana dependendo da temperatura. Alevinos se escondem em meio a densa vegetação quando estão nadando livremente.

  • Maturidade Sexual: Próximo de 10-12 meses
  • Cuidado Parental: Não ocorre

Dimorfismo Sexual: Os machos são menores e mais esguios que as fêmeas e possui possui três listras pretas longitudinais ao longo de cada lado do tronco, e uma listra laranja distinta entre a listra preta do meio e a listra inferior. As listras são menos distintas ou ausentes nas fêmeas.


Referências

  • Allen, G.R., S.H. Midgley and M. Allen, 2002. Field guide to the freshwater fishes of Australia. Western Australian Museum, Perth, Western Australia.
  • Arthington, A.H. and F. McKenzie, 1997. Review of impacts of displaced/introduced fauna associated with inland waters. Australia: State of the Environment Technical Paper Series (Inland waters), Department of the Environment, Canberra (Australia).
  • Paxton, J.R., D.F. Hoese, G.R. Allen and J.E. Hanley, 1989. Pisces. Petromyzontidae to Carangidae. Zoological Catalogue of Australia, Vol. 7. Australian Government Publishing Service, Canberra
  •  Coleman, R.; Raadik, T.; Freeman, R. (2019). “Galaxiella pusilla”. IUCN Red List of Threatened Species. 2019 e.T8820A123377818. doi:10.2305/IUCN.UK.2019-3.RLTS.T8820A123377818.en. Retrieved 10 November 2025.

Publicado em Março/2026

EdsonRechi

Aquarista há mais de duas décadas e fanático por organismos aquáticos, fundador do grupo Aquarismo Paulista. Hoje se dedica ao projeto Cardume Online, no qual pretende transformar em referência sobre peixes de águas continentais em língua portuguesa.

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